sexta-feira, 24 de maio de 2013

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ESTAGIÁRIO PROVOCA MORTE DE RUY MESQUITA

Estruturas inchadas com vários níveis hierárquicos pode ser fatal no momento de fazer uma decisão chegar aos níveis mais baixos de uma empresa. Uma ordem que sai topo do organograma pode sofrer distorções até chegar ao executor se houver ruídos na comunicação, isto ocorre pois os disseminadores da informação acabam fazendo pequenas alterações que se não reparadas podem causar um enorme estrago.

Esta falha de comunicação comum em grandes organizações, popularmente como "telefone sem fio" - isto mesmo, aquela brincadeira de criança - foi o motivo que levou o saudoso jornalista Ruy Mesquita a morte.

O fato só tornou-se conhecido porque em uma atitude inesperada o presidente e fundador da milenar Lúcifer S.A., o próprio Lúcifer, veio a público dizer que a morte do Ruy Mesquita foi uma fatalidade provocada por uma série de falhas de comunicação e que o estagiário incumbido de executar a ordem teve a insana ideia de tentar descifrar uma informação que já havia chegado errada a ele.

Lúcifer disse que a ordem seria para integrar ao grupo da empresa o também jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves. Pimenta Neves como é conhecido, executou sua namorada a jornalista Sandra Goumide a sangue frio com um tiro na cabeça e outro nas costas, Lúcifer pretendia convoca-lo para fazer parte do seu grupo, por considerar que o sistema carcerário brasileiro não reabilita ninguém.

Mas como Ruy Mesquita foi confundido Pimenta Neves? Lúcifer explicou que ao ser disseminada a ordem, o que chegou ao estagiário foi que um jornalista de grande expressão deveria morrer. Na ordem do superior imediato do estagiário esse jornalista Rui Pimenta. O estagiário até percebeu o equivoco, "Rui Pimenta grande jornalista?" havia indagado o estagiário, porém a ambição do jovem em querer mostrar serviço "a besta tentou resolver sozinho e tomou a decisão de deduzir quem seria o grande jornalista e matou Ruy Mesquita" disse Lúcifer.

Lúcifer disse que o equívoco foi percebido à tempo e que Ruy Mesquita nem chegou a entrar na sua empresa, "Ruy Mesquita está nas mãos de Deus, não é justo até mesmo pra mim, que alguém que já teve a experiência de lutar contra o "inferno" da ditadura militar no Brasil, passar seus resto da eternidade aqui comigo" encerrou.

Perguntado ao estagiário o que achava do ocorrido, ele disse "eu me embananei um pouco porque eram muitos jornalistas envolvidos mas eu achei que o nosso presidente gostou, achou que vem uma promoção aí, ele até me chamou de Besta".


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